terça-feira, 29 de dezembro de 2009
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Entrevista com Elastic Death

*Eu não conhecia a banda até a Carla enviar as duas demos. Por favor, faça uma apresentação da banda e dos materiais lançados...
A banda começou em 2008, por volta de março, com o Robinho na guitarra e voz, eu (Caio) no baixo e backing vocal e o Nicolas na bateria, a idéia era fazer um powerviolence mais tradicional da linha californiana, a tal primeira onda do powerviolence. O nome da banda veio de uma brincadeira nossa, de mudar os nomes das bandas, tipo Skull Elastic Death, Fag Nasty... A primeira demo “Monster Inside Us” foi gravada em setembro de 2008, mas quem gravou a bateria foi o Robinho também, por que o Nicolas estava de castigo (ele tem 15 anos). Com o tempo a gente foi tentando fugir um pouco da “fórmula” do powerviolence tradicional e começou a colocar alguns elementos diferentes, umas levadas mais thrashcore, dividimos mais os vocais e outras coisas. No começo de 2009 começamos a gravar novas músicas, para o split com o Obsesif Kompulsif, também lançamos essas músicas como uma “segunda” demo, chamada “Perigo na Baía de Tóquio”. Agora no final de 2009 o Nicolas deixa a banda e quem assume a bateria é nosso amigo Rafael “Fralda”.
*Vocês lançaram um split cd com a banda Obsesif Kompulsif, da Indonésia, como aconteceu contato e o lançamento?
Caio: O pessoal do OxKx ouviu a banda no Myspace, gostou e nos fez esse ótimo convite, que aceitamos com todo prazer. Nós gravamos as músicas no quarto do Robinho, ele mesmo fez a mixagem e masterização, e enviou para eles lá. O resto foi todo produzido lá, a arte e a prensagem do CD, que para eles é barato por lá. Quem deu uma força na realização foram os selos indonésios Teriak, Tarung e Suhaktor, o Sukma da Malásia, os estado-unidenses Beat the Meat e Buddha Khan, e o russo Lost Cause.
Robinho: Eu mantenho contato com uns camaradas da Indonésia já há algum tempo, desde o Bandana Revenge (RIP). Eles são todos loucos (no bom sentido), adoram música rápida e feia.
Lembro-me quando o Fred (vocal do Obsesif Kompulsif) me mandou um e-mail perguntando se estaríamos interessados em lançar algo com eles, já que o amigo dele, Ari do selo Teriak Records, queria lançar um disco deles.
*É perceptível que Elastic Death são seguidores do Spazz e todas as boas bandas do power violence e do hardcore japonês. Vocês poderiam apresentar bandas e selos, pois ainda hoje as pessoas desconhecem o power violence ?
Caio: Alguns países com bandas muito boas são o Canadá, com o Warhero, Kali, Stegasourus Beach Defense, e o Chile, com Unabomber, Disputa, Sobras del Descontento (essa com um split com a brasileira B.I.T.C.H.), Richard Harrison... Da Escócia tem o Wheelchair Wheelchair Wheelchair Wheelchair (que dividirá um
Robinho: E no Brasil tem barulho? Têm sim sinhô! La revancha (RIP), Ajudanti di papai noel (RIP), Chuck Norris (RIP), Jazzus (RIP), Isabella Superstar, Catarro, Derci Gonçalves, XamorX, Cü Süjo, Abravanel, Ataque Periférico. Recomendo a todos o já clássico 4way “Vila Velha Noise Beach” lançado pela Laja. El Nudo e o Slight Slappers do Japão; o Extortion (o EP “terminal câncer” é lindo) da Austrália; dos EUA eu poderia citar o Bastardass, Knuckle Scraper, Final Draft, Get Destroyed, Weekend Nachos, Mindless Mutant (tinha o Max Ward nas baquetas), Apartment 213, Chopping Block (lembra Infest) e Godstomper. Recentemente, tive o prazer de conhecer a banda LOW THREAT PROFILE, que conta com integrantes do Infest,No Comment e Lack Of Interest. Combinação Perfeita. O
*Os seriados japoneses estiveram presentes na minha infância nos anos oitenta. E na infância de vocês, quais eram os seriados e os desenhos japoneses que estiveram mais presentes ?
Caio: Eu gosto bastante do Jiraiya e do Kamen Rider, tem também Changeman, Flashman, Maskman, Goggle Five, Ultramans, quase tudo que passou por aqui a gente assistiu! Se não assistiu quando passou, assistimos agora em dvd ou na internet, e as séries que continuam saindo no Japão. Uma animação que gosto é o Akira, um clássico dos anos 80.
Robinho: Além dessas que o Caio citou, também cheguei a assistir uns tokusatsus novos, como o Garo (recomendadíssimo) Ultraman Nexus, Ultraman Max, Kamen Rider Den-o, Kamen Rider Kiva, Magiranger, Boukenger. De anime eu manjo só alguns clássicos tipo Dragon Ball, Cavaleiros do Zodíaco e Yu Yu Hakushou.
*Como está o cenário punk-hardcore no território fluminense, bandas, lugares para shows, zines, protestos e afins ?
Caio: Em Resende as coisas estão um pouco paradas, por falta de colaboração do público juvenil e rebelde, mas de lá temos nossos amigos do Macacos Sem Deus, um zine gratuito feito pela Ive e pelo Fralda, que tocam na banda Ricto Mafia, a maioria dos eventos de rock/punk resendense tem a mão deles, mas lugares para show são escassos. Andando um pouco mais na Dutra chegamos a Barra Mansa e Volta Redonda, com algumas bandas lá, alguns projetos de shows independentes e outros no SESC. Em questão de zines acho que a única representante é a Carla mesmo, com o True Lies e o Histérica, ela também organizou um evento legal de trocas chamado Thing Swap.
Robinho: Como o Caio disse, aqui o treco é bem pequeno mesmo. Como é de se esperar, muitas vezes o público não colabora. Mas hoje consigo perceber uma mudança (pra melhor) na mente da galera daqui, depois de ter acontecido alguns “quebra barracos” aqui, hehehe. Eu e amigos organizávamos o ZOMBIE CREW FEST, que teve 12 edições oficiais e umas 4 não-oficiais, que contou com as bandas Velho de Câncer (RS), Nieu Dieu Nieu Maitre (PR), Catarro e Lei do Cão(RN), Ematoma (RJ), dentre várias outras.
*O espaço é de vocês....
Caio: Obrigado pelo espaço e pelo interesse, Maikon, em primeiro lugar. Agradecer a todo mundo que gosta da banda, pelos comentários, pelo apoio que recebemos, a Carla por sempre ajudar a divulgar a banda, a nossos amigos e família. Ao Eiji Tsuburaya, a Sega e a Nintendo também, hehe. Pra projetos futuros temos o
Robinho: Muito obrigado a você Maikon pelo espaço, significa muito pra nós. E a todos que gostam da banda e nos apóiam! Nos vemos, é claro, no circle pit!!!
Contato:
robin_merdacore@hotmail.com
caioconceicao@hotmail.com
www.myspace.com/elasticdeath
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=55298906
Patrulha Cósmica Cyberbio : http://www.herofactory.com.br
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Atacama em turnê

A banda Atacama, de Brusque, no próximo final de semana estará realizando uma mini turnê por cidades do Estado de São Paulo. Ao lado do Gustavo, Rafael e Reinaldo tocará as bandas Ordinária Hit e outras boas bandas.
Informações completas:
18/12 - SEXTA - La Golden Acapulco, Atacama, Ordinaria Hit e Leptospirose no
Taberna Darma - Bragança Paulista/SP
CARTAZ: http://img69.imageshack.us/img69/1505/cartazoh18dezbragancagr.gif
19/12 - SÁBADO - Atacama, La Golden Acapulco e outras com o pessoal do
Sinfonia de Cães - São Paulo/SP
19/12 - SÁBADO à noite - Atacama e outras em Jundiaí
20/12 - DOMINGO - Atacama, La Golden Acapulco, Ordinaria Hit e Deriva Desvio ou
Deturpação - Espaço Ay Carmela! - São Paulo/SP
CARTAZ: http://img25.imageshack.us/img25/3213/cartazoh20dezaygrande.gif
Vá estudar medicina

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
sábado, 28 de novembro de 2009
ordinaria hit em HQ

sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Ratos de Porão em SC
Veja a lista completa das bandas, datas e informações gerais:
Dias e horários do shows:
Sexta
Abertura dos portões ás 15:00hs
Inicio dos shows ás 17:00hs
17:00 - Lay Waste
18:00 - Fuzilador
19:00 - Sodamned
20:00 - Flesh Grinder
21:00 - Rhestus
22:00 - Violator
23:00 - Korzus
00:00 - Warriors of Metal
01:00 - Unholy Horde
02:00 - Impiedoso Sábado
Sábado
09:00 - Volkmort
10:00 - Battalion
11:00 - Alcooholic D.C
12:00 - Khrophus
13:00 - Espiritual
14:00 - Crucifire
15:00 - Necropsya
16:00 - Torture Squad
17:00 - Sacrilegium
18:00 - Funeratus
19:00 - Land of Soul
20:00 - Ratos de Porão
21:00 - Evil Grave
22:00 - Drowned
23:00 - Enterro
00:00 - Amen Corner
01:00 - Carnivore Mind
02:00 - Camos Domingo
Domingo
09:00 - Redtie
10:00 - Soma
11:00 - Evil Dead
12:00 - Em ruinas
13:00 - Motorocker
14:00 - The Face
15:00 - Nervo Chaos
16:00 - Doomsday
Ceremony Ingressos antecipados nos seguintes postos de vendas:
Loja mundo do rock - Rio Negrinho
Estação 91 rock bar - Rio Negrinho
Loja rock invasion- Jaraguá do Sul
Loja Bebop CDs- Blumenau
Battle Zine - Blumenau
Rodrigo Simetti - Curitiba
Tambem pelos fones:47 9182 5126 e 47 9132 8720 Ingressos antecipados a venda até o dia 1° d dezembro.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Um zine luso
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Resenha do True Lies # 5, verão de 2009

Na minha mão está um zine que fui entrevistado, o que me leva a estranheza ao escrever uma resenha. Quem sabe, deixando isso claro, a resenha sairá com a máxima honestidade.
Contatos: trueliesx@hotmail.com
ou http://www.myspace.com/truelieszine
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
No class

Conquest for Death

Depois da Ásia, Europa, Oceania, América do Norte, África é a vez do continente sul-americano. Ao menos é o entendi nao visitar o myspace da banda Conquest For Death. A banda é formada por figurinhas carimbadas no cenário punk-hardcore dos EUA, pessoas de grande dedicação ao fortalecimento do cenário “faça você mesmo”.
domingo, 15 de novembro de 2009
Demo na praça

sexta-feira, 13 de novembro de 2009
domingo, 8 de novembro de 2009
Disco foda

O blog Back in 77 está cada dia mais foda. Por isso, resolvi dizer que o disco mais foda que já escutei é "Herencia" da banda Abuso Sonoro. Tá no meu top ten.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Problema seu ou problema nosso ? por Rodrigo Ponce

Rodrigo Ponce foi vocalista das bandas Family e Colligere, fez o zine e selo Vida Simples.
Problema seu ou problema nosso?
Como alguns de vocês devem ter lido no cartaz, o tema da minha fala é “hardcore e política”. Tenho medo disto parecer uma coisa normal. Meu esforço é justamente mostrar que não existe nada de natural em associar as duas coisas. Então, pra começo de conversa é preciso, no mínimo, achar estranho pensar em hardcore junto com política. É preciso colocar uma questão sobre isto: o que o hardcore tem a ver com a política? Se é que tem alguma coisa.
Mas fiquem tranquilos porque não vou fazer nenhum tipo de discurso. Não vim aqui convencer ninguém a se envolver com uma causa, não vim defender nenhuma causa. Na verdade, eu, Rodrigo, estar aqui falando sobre isto é outra coisa estranha. Porque, na prática, estou muito distante das duas coisas. Meu envolvimento com o hardcore tem sido escutar bandas velhas de vez em quando ou conversar sobre “aqueles tempos” com algum amigo não menos distante. Em relação à política, não tenho militado em nenhuma organização. Quase todo meu interesse foi desviado para uma compreensão da política. Então, de um lado eu tenho conversas de bar sobre o hardcore e, de outro, tenho teorias sobre a política. Juntando as duas coisas, o que a gente vai ter aqui é mais ou menos uma teoria de bar sobre hardcore e política. Sem álcool e sem cigarro, é claro.
Outro aviso um tanto óbvio, mas que vale a pena ser dado: eu não acho que esta seja a coisa mais importante do mundo. Não acordo todos os dias pensando “caralho, será que o hardcore é político?”. Não é a pergunta que move a minha vida. Mas, como ainda não entrei para o Clube dos Cínicos Maduros, ainda acho que as duas coisas tem alguma importância. E ao propor este debate julguei que algumas pessoas que vão à Verdurada pensam o mesmo.
Sem mais delongas, vamos voltar à questão e colocá-la de um modo ainda mais simples: hardcore é política?
A gente não costuma ter problemas pra dizer que uma coisa é outra. Também não costuma pensar que é diferente, por exemplo, dizer “Curitiba é uma cidade” ou “a CELU é um espaço para shows”. As duas afirmações são verdadeiras. Mas Curitiba não pode ser outra coisa senão uma cidade, enquanto a CELU pode não ser um espaço para shows. Então, se você diz que “hardcore é política”, você está dizendo de um jeito ou de outro? Ele pode ser outra coisa ou ele é essencialmente político?
Com certeza, existem visões diferentes sobre o que é hardcore. A gente precisa fazer um acordo pra continuar com a conversa, quer dizer, a gente precisa pelo menos estar falando da mesma coisa. Digamos então que o hardcore é uma reunião entre pessoas, em torno de um estilo de música mais ou menos parecido. Esta música a gente pode chamar de “hardcore” ou de “punk”. Não importa aqui se você acha que uma banda não é hardcore. A pergunta é se esta reunião tem alguma coisa de política.
Indo direto ao ponto, eu não acho que os livros anarquistas, as camisetas com mensagens ou as letras de protesto fazem isto aqui ser político. As lojas do shopping podem vender os mesmos livros e camisetas, o Capital Inicial pode ter uma letra de protesto. E prestem atenção: eu nem estou julgando se é “certo” ou “errado” que eles façam isto. Estou dizendo que isto tudo, aqui, no shopping ou em qualquer lugar, por si só não é política. O que eu quero defender aqui é a política como atividade. Daqui em diante a minha fala está carregada de autores da filosofia, especialmente dois: Hannah Arendt e Jaques Rancière. Mas não vou ficar citando ninguém pra deixar a coisa um pouco menos chata.
Quando falo em atividade, por favor, não pensem naquele velho discurso que “não adianta só falar, tem que ter atitude”. Porque a “atitude” sem debate não é política. Ela é um dever-ser, uma moral, uma regra social, coisas que podem ser importantes pra manter as coisas funcionando. Mas a política nunca pode ser separada da fala, do argumento, da discussão. Ser politicamente ativo é poder debater com outras pessoas assuntos que interessam e estar pronto pra agir a este respeito, ou seja, a começar algo novo. É preciso estar livre para expor as suas opiniões, confrontá-las com outras opiniões e, em comum acordo, decidir o que pode ser feito. Então, as duas primeiras características da atividade política que eu queria destacar aqui são essas: 1) ela se dá no debate e 2) ela é uma ação em conjunto.
A terceira característica é que o assunto da política é sempre uma injustiça ou, pelo menos, algo que um determinado grupo acha que é injusto. Quando as pessoas se reúnem para discutir e agir, o que elas pretendem é reparar um dano. Nem todo mundo precisa concordar que aquilo é mesmo injusto. Isto é o que vai ser debatido. O mais importante, e prestem bastante atenção nisto, é que as pessoas e o problema que estão levantando sejam reconhecidos. Por isto a disputa política é diferente de outras disputas já estabelecidas e reguladas. Por exemplo, se eu compro um tênis e ele estraga no primeiro dia, eu posso entrar na justiça contra a empresa. Meus direitos como consumidor já são reconhecidos. Esta disputa não é política. Mas a briga por ciclovias, ciclofaixas e pelo reconhecimento da bicicleta como meio de transporte é uma disputa política. Porque na organização do transporte, até pouco tempo atrás, a bicicleta não era um problema. Seguindo este exemplo, a Bicicletada e outras organizações são políticas porque elas reuniram pessoas que se sentiam lesadas, colocaram a bicicleta como problema e passaram a agir em conjunto para expor este dano. Nisto tudo, o ciclista foi reconhecido como ator político.
Mas nosso tema aqui é o hardcore. Em que sentido ele foi, é ou pode ser político? Antes de responder eu queria chamar a atenção pra mais uma coisinha: as três características da atividade política (o debate, a ação em conjunto e a reparação de um problema) apontam uma preocupação com aquilo que é público, de domínio comum. A gente poderia dizer que a política tem a ver com uma preocupação com o mundo. Mas nem todas as nossas atividades são assim. Não vai dar tempo de explicar isto com detalhes, mas estou falando aqui em “tipos” de atividades. Existe um tipo de atividade em que nossa única preocupação é cuidar do próprio nariz, por exemplo, comer, beber, ganhar dinheiro e até mesmo andar de bicicleta. Em si mesmo, a atividade de andar de bicicleta não é política, ela não carrega uma preocupação com o público. Ok, você pode começar a andar de bike pra salvar o planeta. Mas eu não estou falando dos seus motivos. Estou falando da atividade. No mero pedalar não existe debate nem ação em conjunto. Andar de bicicleta é um problema seu.
Beber ou não beber também é um problema seu. Uma “escolha pessoal”, como foi dito muitas vezes. Mas quando um grupo de moleques sentiu que beber era uma regra que eles não queriam seguir e que sua escolha não era reconhecida, eles criaram uma coisa chamada straightedge.
Esta coisa foi criada e recriada várias vezes, em muitos outros lugares, como uma disputa verdadeira ou como simples cópia do que outras pessoas fizeram. A gente pode dizer o mesmo de muitos outros temas que circulam pelo hardcore. O sexo, a alimentação, a moradia ou mesmo um passeio na praia são assuntos privados, mas que podem ser politizados, não apenas neste meio como em muitos outros espaços públicos. Estes temas podem ou não constituir uma ação política. Se não estiver ligado a um problema real e a um grupo de pessoas dispostos a debater e agir, estes assuntos vão ser apenas uma coisa legal de se cantar para parecer político.
Neste sentido, a “cena” pode ser um palco no meio da vida real ou apenas um teatrinho. Ela pode estar ligada a um problema real ou não. Do ponto de vista que eu estou defendendo aqui, o hardcore não é político apenas quando está ligado a uma temática comunista, anarquista, etc. Ele pode, inclusive, estar ligado a isto sem promover nenhuma atividade política, ou seja, sem criar uma comunidade, promover debates e gerar ações em conjunto.
Mas o hardcore precisa ser político? Quando não é, ele deixa de ser hardcore? Sinceramente, eu acho que não. Se a gente pensa isto como uma reunião entre pessoas em torno de certo estilo de música, existem muitas outras atividades possíveis neste meio. Por exemplo, a atividade de criar uma música, um cartaz ou uma camiseta, a atividade de vir aqui simplesmente se divertir, ou até mesmo a atividade de ganhar algum dinheiro. Nem sempre nós temos o mundo como preocupação. Este não é o problema.
O problema é nunca ter o mundo como preocupação. É pensar que tudo é sempre uma questão pessoal e cair no “cada um por si” que é típico dos nossos dias. Isto é o que acontece quando a gente não está mais disposto a polemizar e a discutir. E eu não estou falando apenas de criticar cinicamente, ou seja, debater não é meter o pau ou desprezar. É assumir que um tema é relevante, reconhecer sua importância, ouvir argumentos e dar os seus. Sem dúvida o hardcore não é o único espaço em que isto pode acontecer e nem é o mais importante. Mas é preciso pensar o que perdemos quando excluímos – não apenas do hardcore, mas da nossa vida em geral – o debate, a ação em conjunto e o reconhecimento de novos problemas.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Festival Teoria do Caos

sábado, 3 de outubro de 2009
Dica: BURNING LOVE
Na revista eletrônica APES tem um breve texto sobre as diferenças entre o cenário “Faça você mesmo” do primeiro mundo com do terceiro mundo. Vale a pena ler. Também vale - e muito - ouvir a banda Burning Love, que é o mote para falar do cenário “Faça você mesmo.”.
A banda está espalhando a demo na net. Clique aqui e baixe a demo 2009 da banda.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Trailer do Breaking brazilian bones in Europe
Breaking brazilian bones in Europe - Trailer 1 from Binho Miranda on Vimeo.
Trailer ONE do Breaking brazilian bones in Europe
Breaking Brazilian Bones in Europe - Trailer 2 from Binho Miranda on Vimeo.
Trailer Two do Breaking brazilian bones in Europe
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Dica: NO FRIENDS

sexta-feira, 11 de setembro de 2009
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Mudanças na banda Odeie seu ódio
A banda Odeie seu ódio, de Joinville, já foi entrevistada por aqui. Agora, volta com uma notícia de mudança na formação. O André “Beavis” deixou a bateria e foi para o baixo, Ribas ficará somente no vocal e a Camila continuará na guitarra. A razão de toda mudança foi à entrada do Gabriel Storm na bateria.
A Camila comentou que as músicas estão sofrendo alterações. O que podemos esperar é um acréscimo de violência na bateria e de agressividade no vocal e nas linhas do baixo. Ainda bem, que venha mais punk-hardcore rápido, porrada e rápido e porrada e rápido e porrada.
Ribas, Camila, André "Beavis" e Gabriel.
postado por Maikon K
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Triologia do Zimath
Recado para o Zimath: que publique mais no seu blog.
postado por Maikon K
domingo, 16 de agosto de 2009
Entrevista com Bonga

Bonga, apresente seus projetos ligados ao punk-hardcore…
Olá Maikon! Valeu por lembrar de mim para este bate-papo. Bom, me dedico e vivo a cena punk/hardcore há cerca de sete anos. Acho que atualmente deveria me envolver mais, porém infelizmente a triste rotina de trabalho e SOBREvivência limita o tempo, as idéias e a criatividade.
Eu atualmente sou vocalista da banda Disköntroll. Nós tocamos primordialmente d-beat, mas com influências do crustcore, hardcore, punk e metal. Também faço o fanzine
Já tive também outra banda, chamada Cultura Decadente, que durou cerca de três anos e acabou em 2005, além de ter apresentado um programa virtual na Punk Radio com o nome de Up The Metalpunx, que durou cerca de dois anos e terminou creio que no ano passado. Foram cerca de 30 programas de uma hora de duração.
Você acaba de lançar o zine Nuvem Negra em versão de papel, quais foram os critérios para selecionar as bandas entrevistas e resenhas dos discos ?
Como disse acima, entrevistei três bandas, See You in Hell, Armagedom e Desecration. Eu não tenho um critério estipulado ou definido, mas tento previlegiar bandas que tenham algo a dizer pelo seu tempo na estrada, ou um forte trabalho político, ou no caso das gringas, estejam vindo para o Brasil, e, é claro, que eu goste bastante do som e das pessoas que fazem parte do grupo.
O See You in Hell escolhi pois eles vão voltar ao Brasil em Outubro e é de certa forma também uma divulgação para a tour. O guitarrista Filip participa da cena há muito tempo e contou ótimas histórias. O Armagedom para mim é a melhor banda do Brasil de todos os tempos e é composto por pessoas ótimas e humildes. Já o Desecration (banda de death metal com letras anarquistas) mostra bastante a cara do zine, que apesar de ser bem mais ligado com a cena punk/hardcore, não tem preconceitos musicais e já respondendo a outra parte da pergunta, também conta com resenhas de lançamentos do meio metal. As resenhas são de discos recém-lançados de diversas vertentes, como punk, hardcore, crust, grind, death, thrash, black, etc. Como o Nuvem Negra não é a Rolling Stone, eu não ganho os plays para resenhar e como não tenho grana nem para comprar os discos que eu gosto, então procuro na Internet os lançamentos, as capas, letras e escrevo sobre ele.
Quais são os zines brasileiros ou gringos você tem como referência ?
Como eu digo no editorial do zine, eu, infelizmente, peguei bem o finalzinho dos zines de papel então, sinceramente, não tive dezenas de influências e não tenho centenas
Como está sendo a distribuição do zine ?
Ainda não consigo responder esta pergunta com exatidão e sinceridade. Como foi a minha primeira experiência com zine, fiz ele com muito preto, com letras grandes demais e com muitas fotos.
Algumas fotocopiadoras se recusam a fazer cópias em razão da quantidade de preto e, consequentemente, da tinta que irão gastar. As duas copiadoras que eu consegui fizeram cópias na qual as fotos e os fundos negros não ficaram com boa qualidade. Além disso, consegui foder com as máquinas das duas, hahaha. As letras e fotos grandes deixaram o zine com muitas páginas, ou seja, mais caro para xerocar.
Estou tentando ainda achar um esquema firmeza de fotocópia para esta primeira edição, na qual eu consiga preço e qualidade. Só estou conseguindo este preço pois estou tirando algumas no trampo, mas quase me fodi e não posso ficar dependente deste esquema. Confesso que a única coisa que desanima em fazer o zine é o stress com as cópias e grampear depois, de resto é tudo nota 10.
Na segunda edição vou tentar manter a mesma quantidade de conteúdo, porém com menos páginas e menos preto, para que eu possa fazer mais cópias e manter o preço bem barato, já que é impossível fazer de graça, pois até o momento não surgiu nenhum apoio $$$ e também não vou ficar mendigando. DIY.
Um novo número já está sendo pensando e vai abrir espaços para colaboradores ?
Sim! Estou começando escrevendo as resenhas e elaborando as perguntas das entrevistas. Depois, enquanto espero as respostas, finalizo as outras seções. Haverá sim um espaço maior para colaboradores na segunda edição. Preferi fazer quase tudo sozinho no primeiro número, para que fosse como um cartão de visita, mas é bom incluir outros textos e idéias, para que também não fique maçante, tanto para quem lê quanto para quem faz.
Não estou com pressa para lançar o segundo número. Muita gente que gostaria de ler o zine ainda não conseguiu pegar o seu ou ainda nem sabe que o Nuvem Negra existe, então quero fazer esta primeira edição rodar bastante e chegar pelo menos em 300 cópias. A minha idéia para os próximos números é que rodem entre 500 e 1000 cópias. Não disponibilizei ele em .PDF na Internet justamente porque para mim o principal é o lance do zine ser em papel, esse resgate de algo super importante na nossa contracultura.
Já que estamos trocando ideia, me diz como está sua banda... projetos de lançamentos ?
Apresentando a Disköntroll para a galera, temos um pouco mais de três anos de existência e temos dois splits lançados (um em vinil 7" com o Full of Hatred e outro em CD com o Dödsdom) e participamos de algumas coletâneas. Era para ter chego aqui o split 7" com o The Path, mas o pessoal dos EUA estão enrolando a gente p/ caralho, por isso eu nem conto como lançado, Também, espero que em breve, role de lançar os splits 7" com o Social Chaos e o Nulla Osta e também o split LP/CD com o Cancer Spreading.
A Disköntroll está em uma fase difícil, que irá resultar ou em um fortalecimento da banda e a garantia da existência dela por muitos anos ou no seu término.
Valeu e deixa sua mensagem...
Maikon, valeu por este espaço. Não citei o Mau Humor Zine nas referências para não parecer puxa-saquismo, mas basta ler o Nuvem Negra para ver que há muito Mau Humor (nos dois sentidos) nele. Você sabe que eu peguei o zine faz tempo e na época fiquei muito feliz em ver algo assim no Brasil, onde costumam me entregar uma folha xerocada com um A na bola e me falam que é fanzine. Continue com o zine, não deixe ele morrer, estamos juntos nessa.
My space do Bonga clique aqui e da banda clique aqui.