O nome ROT representa mais do que uma banda. É uma entidade da cultura subterrânea mundial, envolvendo o velho e sujo grindcore e letras fortes evidenciando o absurdo, influência das leituras de Marcelo, vocalista da banda ROT. O cd "Seeding The Absurd" lançado, em dezembro de 2009, pelos selos DFL Productions e Nocaute Discos vêem preencher a lacuna das pessoas que ficaram sem alguns discos em vinil da banda. O esquema é comprar o cd e ouvir o absurdo do grind.Quem sabe, vai cair a ficha da importância do ROT.
A noite de ontem entrei rapidamente na internet e a minha amiga Aneleh enviou o endereço do Blog Hardcore 90: uma história oral, projeto realizado pelo Marcelo Fonseca O primeiro momento foi de encanto com a proposta de documentar e problematizar o punk-hardcore, o faça você mesmo e o surgimento de determinados aspectos comunitários no Estado de São Paulo e outras locais, entre os anos de 1989 a 2000, ainda mais sendo de alguém que fez parte de tudo e buscará desenvolver por meio de um mestrado na área da História.
Outro elemento do entusiasmo com o Hardcore 90: uma história oralé porque nos últimos tempos tenho pensando na realização de um projeto semelhante. A idéia é aproveitar os conhecimentos construídos na minha formação em história e a experiência com o punk-hardcore local e fazer um zine ou quem sabe um e-zine onde seja documentado o que levou jovens de diferentes classes sociais – entre os anos de 1990 a 2000 - organizarem shows, bandas, zines e até mesmo protestos. Sendo o cenário uma cidade como Joinville, onde o discurso oficial éda “ordem”, do “trabalho” e da “paz social”, sendo que arte e cultura somente são consideradas as promovidas pela Fundação Cultural de Joinville ou por grupos mais ou menos institucionalizados. Aí o surgimento das propostas a margem do contexto oficial cidade é um tanto que inquietante e inspirador em tempos da ousadia estando no campo da letargia.
Visitando o blog do projeto fico buscando na minha memória as cartas trocadas com algumas pessoas entrevistas, como era a recepção de determinadas bandas citadas, como era importante ler o zine Punto de Vista Positivo, sejam os textos, as entrevistas que eram além das perguntas obvias, passando pelas dezenas de resenhas de discos e zines. Lembro de como as cartas do Marcos Liberation eram documentos de uma relação comercial, onde hoje podemos perceber que desde daqueles anos o traço comercial tornaria a prática recorrente na Liberation.
Sabe, aqui em Joinville, longe oito horas de ônibus de São Paulo, mas extremamente conectado com tudo, onde se encontrava com os amigos e conversávamos horas e mais horas sobre a entrevista com o MDC ou as músicas do No Violence ou o sete polegadas do Abuso Sonoro ou de como as músicas da banda ROT eram destruidoras.
Bem, é uma idéia para um zine, não um mestrado, já que não estou com cabeça para isso no presente momento. Por encanto aproveito o Blog Hardcore 90: uma história oral.
Agora a busca por entrevista na versão virtual do Mau Humor Zine ficou mais fácil. Abaixo estão disponíveis as entrevistas já realizadas, enquanto as demais notícias, notas sobre lançamentos, shows turnês e afins estão nos marcadores. Em breve mais campo de procura estarão a disposição.