Mostrando postagens com marcador hardcore 90: uma história oral. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador hardcore 90: uma história oral. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Um pouco sobre memória e Straight Edge

A dupla de irmãos Marcio e Marcel escreveram zines, tocaram em bandas e se envolveram na organização de históricas apresentações ao vivo de bandas punk-hardcores e Straight Edges brasileiras e internacionais. Ambos têm uma importância no que remete ao cenário do punk-hardcore, ligado ao faça você mesmo, e ao Straight Edge na cidade de Joinville-SC. É claro que não podemos deixar de informar da importância da Dona Silvia, pois sempre aturou um bando de maloqueiros tatuados, vegetarianos, amantes de músicas barulhentas. Aturou até quando esses dormiam na sua sala e de samba-canção tomavam leite vegano diretamente no bico da caixinha.



A breve introdução é para comentar do novo projeto blogueiro do Marcio: o nome é “Falando sobre Straight Edge”, espaço virtual destinado para os-as Straight Edge – e inclusive os que não são mais – escreverem suas vivências no Straight Edge. No fundo é um bom espaço para cada um escrever sua memória do que foi ou ainda é, potencializando uma memória de próprio punho, preocupação de poucos do cenário. Clique aqui e conheça.



____________________________________________________________________

Não posso deixar de registrar o excelente trabalho do Marcelo, de São Paulo. Faço referência ao "Hardcore 90 - Uma história oral", clique aqui e conheça.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Trinta iguais

O "projeto Hardcore 90 – uma História oral" acabou de disponibilizar mais três interessantes depoimentos. O meu destaque vai para a entrevista do Zé Rodolfo.




“Eu olho e falo assim. Eu não conheço mais tenho certeza que tem umas trintas iguais.”


sexta-feira, 20 de março de 2009

Documentar é preciso.

A noite de ontem entrei rapidamente na internet e a minha amiga Aneleh enviou o endereço do Blog Hardcore 90: uma história oral, projeto realizado pelo Marcelo Fonseca O primeiro momento foi de encanto com a proposta de documentar e problematizar o punk-hardcore, o faça você mesmo e o surgimento de determinados aspectos comunitários no Estado de São Paulo e outras locais, entre os anos de 1989 a 2000, ainda mais sendo de alguém que fez parte de tudo e buscará desenvolver por meio de um mestrado na área da História.


Outro elemento do entusiasmo com o Hardcore 90: uma história oral é porque nos últimos tempos tenho pensando na realização de um projeto semelhante. A idéia é aproveitar os conhecimentos construídos na minha formação em história e a experiência com o punk-hardcore local e fazer um zine ou quem sabe um e-zine onde seja documentado o que levou jovens de diferentes classes sociais – entre os anos de 1990 a 2000 - organizarem shows, bandas, zines e até mesmo protestos. Sendo o cenário uma cidade como Joinville, onde o discurso oficial éda “ordem”, do “trabalho” e da “paz social”, sendo que arte e cultura somente são consideradas as promovidas pela Fundação Cultural de Joinville ou por grupos mais ou menos institucionalizados. Aí o surgimento das propostas a margem do contexto oficial cidade é um tanto que inquietante e inspirador em tempos da ousadia estando no campo da letargia.


Visitando o blog do projeto fico buscando na minha memória as cartas trocadas com algumas pessoas entrevistas, como era a recepção de determinadas bandas citadas, como era importante ler o zine Punto de Vista Positivo, sejam os textos, as entrevistas que eram além das perguntas obvias, passando pelas dezenas de resenhas de discos e zines. Lembro de como as cartas do Marcos Liberation eram documentos de uma relação comercial, onde hoje podemos perceber que desde daqueles anos o traço comercial tornaria a prática recorrente na Liberation.



Sabe, aqui em Joinville, longe oito horas de ônibus de São Paulo, mas extremamente conectado com tudo, onde se encontrava com os amigos e conversávamos horas e mais horas sobre a entrevista com o MDC ou as músicas do No Violence ou o sete polegadas do Abuso Sonoro ou de como as músicas da banda ROT eram destruidoras.


Bem, é uma idéia para um zine, não um mestrado, já que não estou com cabeça para isso no presente momento. Por encanto aproveito o Blog Hardcore 90: uma história oral.


postado por Maikon K