domingo, 22 de março de 2009

Entrevista com Lé Dégoût

Cada um encontra uma maneira de superar o tédio.A seguir uma entrevista com Gustavo (ex- Morrison Hotel) que apresenta o Lé Dégoût, seu projeto solitário para superação do tal tédio.








1– O que você deseja dizer com Le Dégoût ?


R: Le Dégoût significa "O Desgosto". Esse projeto tenta passar pela música, o desgosto que é viver aqui em Brusque. É realmente tedioso. Não há o que fazer.

2 – a sua música tem alguma relação com o punk-hardcore ou devo terminar a entrevista por aqui ?


R: Eu já toquei em bandas punk-hardcore (Solution? - têm dois vídeos no youtube), e ainda escuto bandas punk-hardcore. O Le Dégoût, musicalmente falando, não tem nada de punk-hardcore, mas a maneira que eu e a galera envolvida com música aqui fazemos as coisas, é da maneira faça-você-mesmo, como o punk-hardcore faz, acredito eu. Tocar um hardcore inovador é um tanto difícil, nós estamos com uma nova banda aqui, em breve escutarás.

3– o que levou fazer a fazer as músicas no projeto solitário, seria ausências de músicos competentes ou os punks daí são demasiadamente punks ?


R: Na verdade, o le dégoût é um projeto sem compromisso. Só eu participo porque são músicas que faço nas horas vagas (que são muitas), em casa. É possível que nas próximas músicas exista a participação de algum amigo músico.

4 – você não é muito novo para se encher de ousadia e gravar suas próprias músicas ?


R: Acho que não tem idade pra se começar a gravar suas próprias músicas. Aqui em Brusque tem muitas bandas "covers", o que é triste, agente (nosso grupo de amigos), faz música própria, pois achamos muito mais interessantes. Expressar-se através da arte é um alívio.

5– eu posso tá errado, mas a banda Cólera tocou por aí no ano de 1984. O que tem em Brusque para existir um cenário criativo e vivo desde lá ?


R: Na real, nem sei. Eu nem era nascido. hahahaha. Mas as bandas de música própria daqui que tiveram ligação com o punk, começaram a existir em 2000. As que tinham nos anos 80, eu nem ouvi falar. Mas é fraco aqui, são poucas as bandas, e as pessoas envolvidas.

6– Existem conexões históricas daquela cena oitentista com a de hoje ?
R: Definitivamente não. O que é uma pena, ou não.

7- Uma apresentação ao vivo é possível ou completamente fora de cogitação ?


R: Não seria possível, a intenção com o le dégoût é só circular músicas pela internet, e em breve gravar um cd ep, com produção caseira. Coisa tosca.

8- Volta e meio fico sabendo de bandas, shows e gravadoras independentes. Não existem zines aí ?


R: Na verdade o Alexandre (FuckitAll) já publicou um zine chamado "A vida é uma farsa a ser levada por todos", mas foram só 3 edições. Posso tentar conseguir um cópia pra você.

9- Cara, eu tava dormindo e fui acordado com um maldito barulho de furadeira, to bem irritado, não quero continuar perguntando. O que mais você tem para dizer ?


R: Que sua irritação é perceptível e que o MauHumor é um nome muito bom vindo de você. hehehehe. Agradecer por publicar aí algo sobre o le dégoût e que em breve espero tocar aí em Joinville. Com minha banda, claro. Valeu, abraço. ESCUTEM Le Dégoût!! haha

sábado, 21 de março de 2009

Vários países, um underground

Você é um punk e acompanhado de outros punks começa a tocar e fazer apresentações ao vivo por diversos cantos da

cidade, mesmo com a nossa realidade econômica inviabilizando ou criando grandes dificuldades, ainda é possível, já que o punk-hardcore insisti existir como uma rede internacional de resistência.


Um exemplo são os três caras da banda Conquest For Death (EUA), já tocarão juntos outras bandas como All You Can Eat, WHN? , agora estão com mais três punks fazendo um hardcore rápido e com pitadas de thrash, quem sabe pode lembrar o WHN ? . A banda leva ao máximo o punk-hardcore como um rede internacional do faça você mesmo, já que nos últimos anos tocaram em países da Oceania, África, Ásia e Europa. Assim, fazendo valer à máxima “Vários países, um underground”.


O Aristides, colaborador do Mau Humor Zine versão de papel, assistiu o All You Can Eat na passagem deles por Curitiba, na metade da década de 1990 e garantiu que a banda é poderosa. Eu assisti, em 2002, apresentação do WHN? em Joinville e posso dizer que é energética. Agora, esperamos o Conquest For Death por aqui. Afinal, vários países, um underground também inclui o Brasil.


Nesse meio tempo você pode começar a fazer contato e contribuir com a rede internacional que é o punk-hardcore, aí quem sabe acontece sua turnê por algum canto do mundo.


postado por Maikon K

sexta-feira, 20 de março de 2009

Documentar é preciso.

A noite de ontem entrei rapidamente na internet e a minha amiga Aneleh enviou o endereço do Blog Hardcore 90: uma história oral, projeto realizado pelo Marcelo Fonseca O primeiro momento foi de encanto com a proposta de documentar e problematizar o punk-hardcore, o faça você mesmo e o surgimento de determinados aspectos comunitários no Estado de São Paulo e outras locais, entre os anos de 1989 a 2000, ainda mais sendo de alguém que fez parte de tudo e buscará desenvolver por meio de um mestrado na área da História.


Outro elemento do entusiasmo com o Hardcore 90: uma história oral é porque nos últimos tempos tenho pensando na realização de um projeto semelhante. A idéia é aproveitar os conhecimentos construídos na minha formação em história e a experiência com o punk-hardcore local e fazer um zine ou quem sabe um e-zine onde seja documentado o que levou jovens de diferentes classes sociais – entre os anos de 1990 a 2000 - organizarem shows, bandas, zines e até mesmo protestos. Sendo o cenário uma cidade como Joinville, onde o discurso oficial éda “ordem”, do “trabalho” e da “paz social”, sendo que arte e cultura somente são consideradas as promovidas pela Fundação Cultural de Joinville ou por grupos mais ou menos institucionalizados. Aí o surgimento das propostas a margem do contexto oficial cidade é um tanto que inquietante e inspirador em tempos da ousadia estando no campo da letargia.


Visitando o blog do projeto fico buscando na minha memória as cartas trocadas com algumas pessoas entrevistas, como era a recepção de determinadas bandas citadas, como era importante ler o zine Punto de Vista Positivo, sejam os textos, as entrevistas que eram além das perguntas obvias, passando pelas dezenas de resenhas de discos e zines. Lembro de como as cartas do Marcos Liberation eram documentos de uma relação comercial, onde hoje podemos perceber que desde daqueles anos o traço comercial tornaria a prática recorrente na Liberation.



Sabe, aqui em Joinville, longe oito horas de ônibus de São Paulo, mas extremamente conectado com tudo, onde se encontrava com os amigos e conversávamos horas e mais horas sobre a entrevista com o MDC ou as músicas do No Violence ou o sete polegadas do Abuso Sonoro ou de como as músicas da banda ROT eram destruidoras.


Bem, é uma idéia para um zine, não um mestrado, já que não estou com cabeça para isso no presente momento. Por encanto aproveito o Blog Hardcore 90: uma história oral.


postado por Maikon K

quarta-feira, 18 de março de 2009

TV Mau Humor #04

Especial bandas fodas tocando músicas de outras bandas fodas.


O fodido encontro do João Gordo com os caras do Sepultura, em Belo Horizonte, no ano de 1989. Aí, de quebra rola um Holiday in camboja do Dead Kennedys.


Mano Negra toca I fought the law, acompanhado do Jello Biafra, tendo como cenário os Arcos da Lapa, Rio de Janeiro, no ano de 1992. Sem contar o protesto do Jello contra o Bush Pai.


velocidade é com o trio Discarga, ainda mais tocando um clássico do Motorhead.


Mais uma vez os caras do Vitamin X - da Holanda -tendo como baterista o Boka do Ratos, sendo feito som do Black Flag. Já estava deixando de lado, o Gordo mais uma vez pinta aqui.


O Inimigo toca Cólera. Coisa linda.



terça-feira, 17 de março de 2009

Pedir desculpas já!!!!!!!!!!!!!!!!!


não sou de Joinville, mas os punks que organizaram ou foram do show da banda acima devem pedir perdão para todos.


postagem por Flavio Solomon

sexta-feira, 13 de março de 2009

cineminha na faixa

Os punks brasileiros são especialistas em chegarem à porta dos shows e ficarem com uma história triste de que não estão com grana ou de que pagar para uma “gig” é uma prática capitalista. Ok, equipamentos, gasolina para o transporte das bandas, cartazes e tudo mais vem direto da fonte, com certeza autogerida pelo Crass ?

Aos punks sem moedas: ENTRADA FRANCA.

O ciclo de cinemas – organizado pela Fundação Cultural de Joinville – estará exibindo dois filmes, um na sexta-feira e outro no sábado. O tema do corrente mês é “EXCLUÍDOS - vidas à margem”, aí reproduzo a nota do Ciclo de cinemas: “Nem sempre a marginalidade é involuntária ou indesejada. Há, sim, a exclusão. Mas há, também, a ruptura com as estruturas do social por razões pessoais, políticas ou filosóficas – os comportamentos e culturas marginais.

Em muitos casos, não se pode distinguir com precisão o limite entre o que é desejo e o que é condição imposta pelo modelo econômico e social que configura a cidadania. Neste limiar pouco preciso é que se desenham os temas de algumas das grandes obras do cinema que tratam da exclusão econômica, política ou social.”

Após assistir aos filmes, quem sabe seja possível os punks locais elaborarem algumas reflexões sobre suas posturas nos eventos ligados ao punk-hardcore e a prática do faça você mesmo.

Informações dos filmes:

Sexta-feira: Ladrões de Bicicleta (1948) (Ladri di biciclette) - Drama / Itália (93 minutos) - Dirigido por: Vittorio De Sica



Sábado: Os esquecidos (1950) (Olvidados, Los) - Crime / México (Duração:85 min)- Dirigido por:Luis Buñuel








Onde: Sala de cinema da Cidadela Cultural, à rua 15 de Novembro, 1383, Joinville. Quando: sextas e sábados às 19h. Quanto: Gratuito.


postagem por Maikon K

quinta-feira, 12 de março de 2009

Anti-resenha do show do Circle Jerks

O maldito desemprego tá aí. No meu caso não tem como culpar a crise do capitalismo mundial, somente posso culpar o Governo do Estado de Santa Catarina e sua Secretária de Educação que não é organizada e completamente viciada no processo de contratação. Resumo: estou desempregado e sem grana para shows em lugares distantes.


Então, não fui a nenhuma apresentação do Circle Jerks.


Agora, os caras do Circle Jerks já estão velhos, o vocalista continua com seu senso de humor mais para o mau do que bom humor. Sem contar que é remota a minha possibilidade de ir para os E.U.A e qualquer outro país que tenha uma apresentação deles.



O que resta é assistir vídeos na porra do you tube e...


...ficar de boca aberta com as fotos.



mais foto aqui.