_678555.jpg)
O punk-hardcore ligando o foda-se para a balança.
A necessidade da porra de um moicano em pé para legitimar sua condição de punk rocker era muito recorrente na comunidade punk-hardcore, ao menos se ouvia falas em torno de questões como “A estética é importante para chocar a sociedade.” Sei lá, a minha interpretação é que o visual tradicional composto de jaqueta, rebites, cintos, balas, pacthes, moicanos somente serve para você passar perto de um canteiro de obras e algum operário da construção civil perguntar qual será o ponto de encontro do bloco de carnaval.
Nos últimos anos a questão da estética, palavra para disfarçar o ato de fazer graça para as “gatinhas”, voltou à tona. No meu ponto de vista de maneira mais vazia e babaca. Agora, o esquema é manter na estica, sempre bem arrumado, como nos encartes dos lp`s das bandas dos anos oitenta, mesmo que nem uma vitrola você tenha
Damian Abraham - Vocalista da banda Fucked Up
Virou “arroz de festa” fazer a critica ao esquema do revival no punk-hardcore, mas nessa onda uma banda chamou a minha atenção, o Fucked UP. Enquanto a sonoridade está pautada em muita banda boa dos anos oitenta, o lado do visual, da estética sacana e babaca é deixado de lado. Onde o que é estabelecido como “belo” ou “feio” é deixado de lado. O punk-harcore é uma comunidade para todos, seja magrinhos em suas roupas apertas ou para os gordos peludos.
Flavio Solomon,
um punk rocker que ta ficando gordinho e colunista do Mau Humor Zine.
Nenhum comentário:
Postar um comentário